

Edição 22 - outubro de 2008
Sem transparência da construtora, ela patina
A professora Noeli Gomes continua sem saber o valor exato da dívida referente ao apartamento em que mora. Após contatos telefônicos frustrantes, ela teve de insistir para ser recebida pela construtora, mas saiu da reunião sem o que queria: uma planilha com informações detalhadas sobre os juros do financiamento, já que a desconfiança é de taxas abusivas. Sem avançar nessa negociação, ela conversou com o gerente do banco em que tem conta para tentar reduzir os juros de um empréstimo que será pago em 60 prestações – das quais ela quitou apenas quatro. Como é um empréstimo consignado, com desconto em folha, Noeli foi informada que a instituição não tem uma opção mais barata. Ou seja, ela terá de buscar outras formas de melhorar as contas.
Edição 21 - agosto de 2008
Dificuldade para calcular a dívida
A construtora não facilitou a tarefa indicada pelos consultores a Noeli Gomes: levantar informações detalhadas sobre a dívida relativa ao apartamento em que mora. Por telefone, a diretora de escola soube que deve R$ 84 mil - eram R$ 48 mil há um ano e, desde então, Noeli pagou quase R$ 2 mil por mês. “Acho que estão cobrando juros abusivos, mas a construtora não me recebe para conversar”, afirma. Ainda sem um valor preciso para a dívida, ela procura reforçar o caixa. Além do emprego na rede municipal, Noeli dobrou as aulas numa faculdade particular para quatro noites por semana - e vai trabalhar também aos sábados. Com isso, terá uma receita extra no orçamento, também favorecido pelo término, em agosto, do financiamento do carro. “A despesa caiu e a receita aumentou”, comemora a consultora Celina Ramalho, satisfeita com a disposição de Noeli de enxugar ainda mais os gastos.
Edição 20 - junho de 2008
Ela perdeu a conta do tamanho da conta
Soterrada por dívidas – é assim que vive Noeli Gomes, de 44 anos, que fez empréstimos para pagar dívidas e, depois, novos empréstimos para pagar os antigos. Nesse processo, perdeu a conta e não sabe mais quanto deve. Numa estimativa inicial, o valor superou R$ 100 mil, mas a dívida pode ser maior. A maior obrigação é do financiamento do apartamento em que mora com Anna Beatriz, sua filha de 12 anos. Além da prestação mensal do imóvel, que Noeli nem sempre consegue pagar, as parcelas anuais não foram honradas. Ela trocou de carro para fazer os pagamentos, mas não foi suficiente. O próximo passo foi fazer empréstimos.
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Entrevista
Entenda melhor suas próprias decisões financeiras com a especialista em psicologia econômica Vera Rita Ferreira

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