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Previdência com ações, sim senhor


Queda da Bolsa assusta investidores de planos com ações, mas especialistas ressaltam: essa é a melhor opção no longo prazo


Por Vinícius Pinheiro


 
Em nome de uma perspectiva de ganho maior, que pode ou não se confirmar, você estaria disposto a suportar uma perda de capital de curto prazo nos recursos destinados a sua aposentadoria? Esse é o dilema atual de quem possui um plano de previdência privada que aplicam parte dos recursos em renda variável.
A rentabilidade desse tipo de plano minguou com a piora de desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a partir do primeiro semestre de 2008. Dependendo da exposição do fundo em ações – que pode chegar a até 49% do patrimônio líquido –, o resultado acumulado no ano pode até estar no vermelho.
O fraco desempenho recente assustou os investidores e reduziu o ritmo de captação dos planos com perfil mais arrojado, que vinha aumentando justamente por conta da exuberância da Bolsa nos últimos anos. Entre janeiro de 2006 e setembro de 2008, a participação dos fundos que podem aplicar parte do patrimônio em ações cresceu de 9% para 25%, de acordo com dados do site financeiro Fortuna.
Àqueles que fazem parte do grupo em dúvida sobre a melhor opção de previdência, os especialistas recomendam calma. “Ciclos de baixa como o atual tendem a ser amortizados ao longo do tempo”, afirma o diretor Comercial da Brasilprev, Marco Barros. O mesmo raciocínio é válido para quem planeja ingressar em um plano agora. De fato, o desempenho nos últimos meses tem deixado a desejar. Quando se olha o desempenho passado no longo prazo, porém, o retrospecto é amplamente favorável aos fundos que podem aplicar em ações.





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