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Pesquisa aponta fundos baratos com retorno atraente


O site Fortuna listou opções em renda fixa e multimercado acessíveis ao pequeno investidor


Rita Tavares e Paula Pacheco


Uma pesquisa exclusiva do site Fortuna, especializado em fundos de investimento, identificou 28 opções acessíveis ao pequeno investidor, com aplicação relativamente pequena (até R$ 25 mil), taxa de administração baixa (até 2% ao ano) e, o que é melhor, rentabilidade próxima ou superior ao CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro), referência do mercado de renda fixa. Embora ofereçam retorno superior à média dos fundos, foram descobertos apenas por um pequeno número de investidores.
A identificação dessas alternativas vem de encontro com as expressivas retiradas que os fundos voltados para pequenos investidores vem sofrendo. Nos meses de março e abril, os resgates foram de R$ 7,4 bilhões, sendo que a saída mais pesada ocorreu em abril, com R$ 5,9 bilhões, segundo dados do site Fortuna. Parte dessas retiradas reflete o fraco desempenho dos fundos conservadores, com muitos tendo retorno abaixo da caderneta de poupança. Isso ocorre porque há uma estreita correlação entre rentabilidade e taxa de administração. Quanto maior for a taxa cobrada, menor será o retorno do fundo.
Dos 28 fundos, apenas cinco são de grandes bancos. No caso, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa. Os outros são oferecidos por bancos de investimento, como Banif, Credit Suisse e Banco Fator, ou corretoras, gestores independentes e seguradoras. Tanto a Porto Seguro como a SulAmérica aparecem na listagem.
O diretor do Fortuna, Marcelo D’Agosto, explica que o investidor deve estar atento a oportunidades mesmo não sendo de bancos mais conhecidos, embora de instituições igualmente sólidas. A pesquisa não é um levantamento exaustivo de fundos bons e baratos, mas aponta alternativas de investimento no mercado.
A pesquisa encontrou 13 fundos de renda fixa, nove DI, cinco multimercado e um de curto prazo. Todos estavam abertos a novos investidores em maio. Naturalmente, o interessado deve checar o histórico, as referências e a situação da instituição antes de decidir fazer um investimento – roteiro que deve sempre ser seguido.
“Neste tipo de fundo o maior desafio do gestor é ter uma rentabilidade adequada ao perfil do investidor”, diz o diretor da gestora Daycoval Asset Management, Roberto Kropp, responsável por um fundo de renda fixa que aceita aplicação inicial de R$ 5 mil e cobra uma das taxas de administração mais baixas encontradas pela pesquisa, 0,25% ao ano. No período entre 31 de dezembro de 2005 e 30 de abril deste ano, o retorno do Daycoval Renda Fixa FI foi de 33,81%, superando o CDI do período que acumulou 33,03%.
Dos 28 fundos listados, 11 ficaram acima do desempenho do CDI, enquanto a rentabilidade de outros nove ficou bem próxima. Para conseguir esse desempenho em renda fixa, as instituições não se limitam a ter, em carteira, títulos públicos. O economista da corretora Concórdia, Ricardo Martins, explicou que o fundo inclue títulos privados, cujo retorno é melhor, embora o risco também seja mas elevado. Para um fundo de renda fixa, com aplicação inicial de R$ 20 mil, a taxa é de 0,5% ao ano - a mesma desde 1996.
“A taxa não pode ser mais alta, porque simplesmente comprometeria a rentabilidade”, endossa o diretor da Máxima Asset, Saulo Sabbá, cujo fundo de renda fixa também cobra taxa de administração de 0,5% ao ano. Assim como Kropp, da Daycoval, Sabbá acredita que esse tipo de investimento, com características tão conservadoras, pode ser uma opção mesmo para aqueles que simplesmente não querem deixar o dinheiro parado na conta corrente. “Pode ser uma opção para um investidor montar uma carteira mista e se garantir em tempos de oscilação”, disse.
Especializada em seguros-saúde e planos de previdência, a SulAmérica também atua no mercado de fundos. A partir de R$ 2,5 mil é possível tornar-se cotista de um fundo de renda fixa, com uma taxa de administração de 0,45% ao ano. E como oferecer taxas baixas? O vice-presidente Marcelo Mello da SulAmérica Investimentos, explica: “É um fundo conservador, que praticamente não assume riscos, com baixíssima volatilidade”. E por ser conservador, argumenta o executivo, exige menos dos gestores, o que reduz as despesas, o que permite uma taxa reduzida.
O vice-presidente da SulAmérica sugere que todos os investidores, independentemente do perfil, tenham um porcentual de seus recursos, por menor que seja, em produtos mais conservadores, de maior liquidez, em prazos mais curtos. Além de reduzir o risco, o investimento assegura tranquilidade em momentos de maior turbulência do mercado, quando a oscilação assusta.





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