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17:01 | 14/03/2008 Veja mais datas
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Glossário


  • Rating

    A avaliação e a classificação de risco, também conhecida como rating, é a opinião técnica de uma empresa independente e especializada sobre a capacidade de um fundo de investimento, companhia ou país em saldar compromissos financeiros. A avaliação é expressa em uma nota de classificação que indica as chances de inadimplência. No caso da análise de um governo, a classificação é chamada de rating soberano. Uma boa classificação significa que o avaliado tem capacidade e disposição de pagar suas dívidas.

  • RDB

    O Recibo de Depósito Bancário (RDB) é um título de renda fixa em que o investidor recebe juros pelos recursos alocados no banco. Diferentemente do Certificado de Depósito Bancário (CDB), no RDB o investidor só pode retirar a aplicação no dia de vencimento. Além disso, não é permitido que ele negocie o recibo em um mercado secundário. Com a flexibilização dos CDBs, a oferta de RDBs caiu bastante.

  • Realizar lucro

    Expressão do mercado utilizada quando os investidores vendem suas aplicações (ações, títulos públicos, etc.) para obter lucro. A venda pode ocorrer em dois momentos: quando o investimento subiu muito e permite que o investidor obtenha uma boa margem de lucro ou quando a aplicação se valorizou, mas passou a apresentar tendência de queda.

  • Recebíveis

    Os recebíveis são títulos que representam os valores que uma empresa tem direito a receber, como por exemplo notas promissórias.

  • Recibo de Carteira Selecionada de Ações (RCSA)

    Recibo que representa uma carteira de ações depositadas em custódia. Os recibos são negociados na Bovespa da mesma forma que qualquer outro investimento. A carteira é composta por 12 ações de sete setores diferentes, que representam aproximadamente 50% da composição da carteira do Ibovespa e coeficiente beta próximo de 1, ou seja, variação próxima à variação do Ibovespa.

  • Recibo de subscrição

    Documento que comprova o exercício do direito de subscrição, que pode ser negociado em bolsas de valores. Ver 'bônus de subscrição'.

  • Recompra de ações

    Operação em que uma empresa compra de volta ações que emitiu. Segundo especialistas, as empresas costumam anunciar recompras quando acreditam que o preço das ações está baixo e tem espaço para subir mais.

  • Redutor R

    Coeficiente aplicado à Taxa Básica Financeira (TBF) para se chegar ao valor da Taxa Referencial (TR). É formado por dois números, chamados parâmetros 'a' e 'b', divulgados pelo Banco Central. Em 1999, o valor do redutor R passou a ser calculado diariamente, pela fórmula R = (a + b x TBF/100), em que a = 1,005 (constante) e b = 0,48 (esse valor varia conforme a TBF).

  • Relação com investidores

    Também conhecido simplesmente como RI, é um departamento existente em companhias de capital aberto que, além de promover a interação entre as áreas de comunicação, marketing e finanças de uma empresa, é o responsável por intermediar a relação entre a administração, os acionistas e outros agentes que atuam no mercado.

  • Renda (conceito macroeconômico)

    A renda nacional, em economia, é a soma de todos os rendimentos de residentes em um determinado país. Incluem-se salários, pensões, rendas (de aluguéis, juros, dividendos etc.), transferências do exterior a residentes, subtraindo-se as transferências feitas por pessoas que moram no país para residentes no exterior e as contribuições para a previdência social (que constituem poupança). Retirando-se ainda o montante pago em impostos, tem-se a renda disponível. As variações da renda acontecem basicamente pelo aumento ou diminuição do nível de emprego.

  • Renda fixa

    É o nome genérico que se dá para as aplicações que pagam juros, ou para investimentos que tenham carteira composta com a maioria dos investimentos em renda fixa. Numa avaliação rigorosa, apenas as aplicações com juro prefixado poderiam ter este nome, por efetivamente fixar o rendimento. Na prática, este termo é usado também para os investimentos que pagam juros pós-fixados. Ver também 'Renda Variável' e 'Juros'.

  • Renda variável

    É uma aplicação cujo rendimento é desconhecido e depende das condições do mercado. É o caso geral de investimento em ações e em imóveis. O investidor quando aplica o dinheiro em renda variável acredita poder ganhar, mas não tem certeza de quanto nem quando, e sabe que corre o risco de perder dinheiro. Ninguém sabe, por exemplo, quanto receberá de dividendos por possuir ações de uma empresa e nem se o valor de uma ação ou imóvel vai subir ou cair ao longo do tempo. Ver também 'Renda Fixa'.

  • Rentabilidade

    Ganho ou perda monetária ocorrida em um investimento, que são provocados pela variação de preço, ou pelo recebimento de uma renda derivada da posse do bem — como o recebimento de dividendos ou de aluguel. A rentabilidade costuma ser apresentada em valores porcentuais. No moderno conceito financeiro, não basta avaliar qual a rentabilidade da aplicação, mas qual a rentabilidade em relação ao risco trazido para a carteira de investimentos. Ou seja: é sempre necessário avaliar se o rendimento esperado compensa ou não o risco assumido (relação retorno-risco). Um bom parâmetro para pensar a questão é comparar a rentabilidade esperada de um investimento com risco e a rentabilidade de um sem risco, como a caderneta de poupança, em determinados volumes de aplicação. Naturalmente, um investimento com risco não pode pagar menos do que a caderneta de poupança. Ver também 'Riscos', 'Índice de Sharpe', 'Caderneta de Poupança' e 'Perfil do Investidor'.

  • Reservas internacionais

    As reservas internacionais compõem o total de moeda estrangeira (principalmente dólares, no caso brasileiro) mantido pelo Banco Central (BC), disponível para uso imediato. As reservas internacionais têm origem nos superávits do balanço de pagamentos: toda vez que há uma entrada de moeda estrangeira, o BC fica com os dólares e paga os exportadores em reais, numa operação conhecida como 'realização do câmbio'. Quando há mais entradas de dólares que saídas, o BC acumula reservas. Inversamente, quando o país é deficitário, há uma saída de divisas que o BC cobre fazendo uso das reservas acumuladas. Além dessa função, de cobrir os eventuais déficits nas contas externas, as reservas internacionais também podem ser usadas para evitar ataques especulativos contra a moeda. Assim, quando especuladores do mercado financeiro tentam provocar fortes altas ou baixas do dólar no mercado, o BC pode usar as reservas para neutralizar esses movimentos. Há dois critérios para o cálculo do volume de reservas internacionais. O descrito acima é conhecido pelo termo "reservas internacionais conceito caixa". Mas, além deste, também existe o "conceito de liquidez internacional", que considera ainda títulos em dólar e outros recursos de médio e longo prazos em poder do BC. O BC deixou de divulgar a série no conceito caixa em dezembro de 2001, permanecendo apenas com a série de liquidez internacional.

  • Resgate

    É a retirada parcial ou total de recursos aplicados em investimentos, como fundos. Algumas instituições estipulam um valor mínimo de resgate ou prazos para que os resgates sejam efetuados.

  • Resistência

    Termo utilizado na análise gráfica para definir o preço ou pontuação limite de alta que um ativo ou índice pode atingir. Nesse ponto do gráfico, a ação ou índice já subiu bastante. Por isso, fica interessante vender o ativo e embolsar o lucro. A resistência indica a pontuação ou preço em que a tendência do ativo pode mudar. Ou seja, o índice ou ação pode começar a cair. Caso o ativo ultrapasse esse preço ou pontuação, é definida uma nova resistência.

  • Resseguros

    O resseguro é uma espécie de consórcio de seguradoras que permite uma divisão de risco entre essas empresas. É o chamado seguro do seguro. Em alguns casos, pode haver participação de empresas estrangeiras.

  • Retorno Sobre Patrimônio

    O Retorno Sobre Patrimônio (ROE, na sigla em inglês) é um indicador financeiro que mede o retorno do capital investido pelos acionistas (patrimônio líquido). Para calculá-lo, basta dividir o lucro líquido da empresa pelo seu patrimônio líquido, sendo que ambos os dados estão presentes no balanço.

  • Risco

    Nível de incerteza quanto ao rendimento esperado de um investimento. Regra geral, o patamar de rentabilidade está associado ao risco e, quanto maior ele for, maior deve ser o potencial de rentabilidade. Não existe de fato aplicação totalmente segura, embora o mercado até trabalhe com algumas taxas como se elas não tivessem perigo algum, caso dos títulos do Tesouro norte-americano, e da caderneta de poupança no Brasil. O investidor somente deve aplicar seu dinheiro quando conseguir entender a chance de prejuízo que está assumindo. Ver também 'Perfil do Investidor', 'Rentabilidade' e 'Diversificação'.

  • Risco cambial

    As operações financeiras que envolvem transação ou indexação cambial possuem o risco de perdas se houver uma variação cambial não esperada. Se um turista faz compras no exterior com cartão de crédito, corre o risco de, entre o ato da compra e o pagamento da fatura, ter ocorrido uma desvalorização cambial e ter que pagar mais do que o esperado, em reais, pela fatura do cartão. As empresas e pessoas físicas que tomam empréstimos indexados ao dólar também correm risco cambial.

  • Risco de crédito

    Está relacionado com a probabilidade de um empréstimo financeiro não ser pago (risco de inadimplência do tomador do crédito).

  • Risco de liquidez

    É o risco associado à retenção de uma aplicação que não se consegue vender com facilidade por ela possuir baixo número de negócios, como ocorre geralmente com ações de segunda linha. O termo pode ser usado também quando há necessidade de se fazer um empréstimo em um momento de escassez de recursos no mercado. Ver também 'Liquidez'.

  • Risco-país (ou de soberania)

    É o risco de o governo de um país mudar a sua política a ponto de interferir nos pagamentos a credores estrangeiros, por questões econômicas ou políticas, que pode ser sinalizado pelas taxas de juros dos títulos da dívida externa. O banco de investimentos JP Morgan criou uma medida de risco-país que mede a percepção de risco de investidores em relação a diversos países, tendo como base a cotação dos títulos de dívida externa desses países. Com base na diferença do juro desses títulos para o juro dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, o banco calcula o risco-país. Quanto maior o risco-país, maior o risco de aquele país não honrar com o pagamento da dívida.