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Com minis, é possível proteger a carteira

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Com minis, é possível proteger a carteira

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Segunda-feira, 02 de junho de 2008, 07h00

Proteja-se do vaivém do mercado com contratos futuros na BM&F

Aplicação ajuda investidor a compensar perda, caso a Bolsa tenha queda. Se as ações não recuarem, o investidor apenas deixa de ganhar no mercado futuro

Nathália Ferreira - AE

Diante da volatilidade da Bolsa nos últimos dias, muitos analistas recomendam que o investidor procure formas de tentar se proteger contra oscilações bruscas, sem precisar tirar a renda variável da lista de investimentos. Uma das alternativas pode estar na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A BM&F tem desde 2004 opções para o investidor pessoa física: os minicontratos, que são frações dos contratos futuros convencionais e estão disponíveis em quatro opções, Ibovespa, dólar, boi gordo e café.

“Os mais procurados são os mínis de Ibovespa e de dólar em razão da familiaridade do investidor com o mercado financeiro ao invés do agrícola”, afirma o diretor da Theca corretora, José Ramon Barreiro.

Enquanto o contrato tradicional de Ibovespa custa R$ 1 para cada ponto da bolsa, no minicontrato o valor é de apenas R$ 0,20 para cada ponto. O minicontrato de dólar custa 10% do valor do contrato convencional, ou US$ 5 mil, assim como os minis de boi gordo, ou 33 vezes o valor da arroba. Já o mini de café vale 10 sacas de 60 kg.

“Quase todos os minicontratos são procurados por pessoas físicas. Eles foram criados justamente para serem uma opção para esse investidor ter acesso ao contrato de índice Ibovespa”, explica o diretor da corretora Intra, André de Luca.

Investidor pode ganhar com a queda da bolsa

Quase 70% dos investidores que negociam os minis de Ibovespa, vendendo os contratos, são pessoas físicas. No caso da compra de minicontratos, pouco mais de 90% dos investidores são pessoas físicas. Boa parte são especuladores, mas a intenção é que os contratos atraiam quem quer proteger a carteira de ações, ou “fazer hedge”, como é conhecido no jargão do mercado. Nos minis, o investidor pode ficar comprado (apostando na alta) ou vendido (para se proteger da queda) no índice Ibovespa.

Para fazer um hedge ou proteção da carteira de ações, o investidor assume uma posição financeira em um minicontrato equivalente ao valor da carteira de ações. Por exemplo, o investidor possui R$ 20 mil de ações na Bovespa com o principal índice em 70 mil pontos, pois acredita que irá subir para 80 mil pontos. Mas, por temer que antes haja uma queda para 63 mil pontos, ele fica vendido em minicontratos na BM&F.

Se a bolsa cair 10% e a carteira de ações perder o mesmo, o investidor acaba sendo compensado no mercado futuro. Isso porque, aqueles 10% de diferença na pontuação do índice Ibovespa ele recebeu financeiramente no minicontrato.

“Por exemplo, se a bolsa estiver em 70 mil pontos, o mini valeria R$ 14 mil. Se a bolsa cai 10%, passa a valer 63 mil pontos e o mini, R$ 12.600. O investidor recebeu esses R$ 1.400 em ajustes diários”, explica Luca.

Em contrapartida, se a bolsa não cair, o investidor apenas deixa de ganhar no mercado futuro. Os minis vencem a cada dois meses, mas o investidor pode negociá-los a qualquer momento.

A plataforma de negociação

Para negociar os minicontratos, o investidor usa a plataforma eletrônica Webtrading (Wtr). O sistema também é oferecido por corretoras e a BM&F exige que o investidor deposite um valor correspondente como margem de garantia, que determina o limite que ele terá para negociar contratos. Esse custo engloba a margem de manutenção e margem inicial, cujos valores são estipulados pela BM&F e variam de acordo com o preço do contrato.

“Essa margem garante que as liquidações serão efetuadas e dá o direito de ficar posicionado em 10 contratos, comprado ou vendido”, explica Luca, da Intra.

Como o mercado futuro não trabalha com valores reais, a margem permite alavancar operações, o que é muito arriscado. Se o investidor aplicar, por exemplo, R$ 15 mil, poderá assumir posições de até R$ 130 mil em minis do Ibovespa. “Como é possível operar valores sem a obrigação de ter o correspondente em dinheiro, da mesma forma que o investidor pode ganhar muito, pode perder muito também”, alerta Barreiro, da Theca.

Não é tão simples como parece

Embora pareça uma opção fácil de proteção, os especialistas alertam que o mercado futuro é complicado e exige um pouco mais de conhecimento. “É um produto relativamente novo, leva tempo para entender como se faz hedge, como funcionam os ajustes diários”, explica Luca, da Intra.

Para saber mais, leia:

Maioria dos investidores aplica por meio dos minicontratos

Mercado futuro de câmbio

Aproveite e também assista ao vídeo:

Pequeno investidor na BM&F

Publicado em: 02 de junho de 2008, 07h00
Alterado em: 02 de junho de 2008, 07h00



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