
Marcelo Correa
A moeda não deve ter oscilação brusca
Sexta-feira, 16 de maio de 2008, 07h00
Vai viajar nas férias? Confira quando e como comprar moeda estrangeira
Especialistas aconselham comprar agora ou aos poucos, até a data da viagem
Vinícius Pinheiro - AE
As férias de julho se aproximam e quem pretende aproveitar o dólar barato para viajar para o exterior precisa ficar atento aos gastos na moeda estrangeira. Saber a melhor forma de comprar e como gastar a moeda pode render uma boa economia para futuras viagens ou investimentos.Uma dúvida freqüente de quem tem planos de sair do País é o melhor momento para comprar a moeda estrangeira. Para o economista Francisco Pessoa Faria, da consultoria LCA, o real não deve registrar uma oscilação brusca nos próximos dois meses. Por isso, ele avalia que o interessado em adquirir dólares ou euros pode fazê-lo agora ou aos poucos, até a data da viagem.
O presidente nacional da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Carlos Alberto Amorim Ferreira, recomenda que a compra da moeda do país estrangeiro seja feita ainda no Brasil. “Não são todos os bancos lá fora que fazem a troca de reais, e as cotações costumam ser desvantajosas.”
Ele também sugere ao turista que evite andar com uma grande quantidade de dinheiro em espécie. “O ideal é levar apenas o suficiente para gastos como transporte e alimentação.” Para as demais despesas, os instrumentos mais usuais são o cartão de crédito e os traveller cheques, ambos bem aceitos no exterior.
A escolha entre uma ou outra forma depende basicamente do perfil de cada pessoa. A principal vantagem do traveller cheque – vendido em agências bancárias – é o controle de gastos, uma vez que o pagamento é feito com antecedência e, portanto, o turista não fica sujeito às oscilações da taxa de câmbio.
Cartões
Segundo Ferreira, quem viaja com mais freqüência para fora do País costuma optar pela praticidade do cartão de crédito. Assim, evita ter que se dirigir a uma agência bancária para comprar traveller cheques. Neste caso, porém, os gastos estarão sujeitos à cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Atualmente, a alíquota é de 2,38%.
As compras pelo cartão também podem provocar dor de cabeça na hora de pagar a fatura, já que o valor pode variar ao sabor da oscilação do dólar. O risco de surpresas desagradáveis nos próximos meses, porém, é pequeno, de acordo com Faria, da LCA. “A tendência, inclusive, é de uma pequena valorização do real em relação às demais moedas”, diz.
Outra maneira simples de conseguir moeda estrangeira é sacar os recursos diretamente de um caixa eletrônico no exterior, usando o cartão do banco e com débito na conta corrente. Mas antes de usar a facilidade, é importante verificar se o cartão está liberado para essa função, do contrário o risco de passar por apuros é grande, adverte o presidente da Abav.
Para quem deseja aliar a praticidade do cartão de crédito com o controle do traveller cheque, existe ainda a opção do Visa TravelMoney. Trata-se de um cartão pré-pago e recarregável, aceito em todos os locais que aceitam cartões da bandeira Visa. Atualmente, os bancos Rendimento e Chaim oferecem o cartão.
Publicado em: 16 de maio de 2008, 07h00
Alterado em: 16 de maio de 2008, 07h00







