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Na hora de investir, escolha a melhor opção
Terça-feira, 13 de maio de 2008, 07h00
Home broker, clubes e fundos: como investir em ações?
Custo e risco definem a escolha entre as três modalidades de investimento em renda variável
Nathália Ferreira - AE
A participação de pessoa física na Bolsa de Valores de São Paulo já chega a 25,88% do total de negócios. Com o bom desempenho do mercado de ações nos últimos cinco anos, muitos investidores se animaram em investir em renda variável. Nem mesmo a turbulência do início deste ano afastou os investidores e quase 13 mil pessoas começaram a comprar ações em 2008.
Ao entrar no mercado de ações, o investidor iniciante deve escolher entre se aventurar por conta própria no home broker, montar um clube de investimentos ou delegar recursos a um gestor e entrar em um fundo. Em termos de custos, a segunda opção é mais vantajosa.
A pedido do Portal AE Investimentos, o consultor Silvio Paixão, do Financenter, elaborou um estudo sobre as três opções. A simulação considera que o investidor aplicou R$ 1.000 durante um ano e que a carteira escolhida rendeu 15% ao ano, sem descontar o Imposto de Renda. Ao final do período, o clube de investimentos teve o menor custo para o investidor, de R$ 184. O mais caro foi o fundo de ações (R$ 240), seguido pelo home broker (R$ 210,40).
Além dos custos, o investidor precisa ponderar o risco para investir em cada modalidade. Nesse quesito, os clubes e os fundos saem na frente, já que a decisão de comprar ações não é única e exclusivamente do investidor.
No clube de investimento, o investidor divide as decisões de compra e venda com outros parceiros ou busca conselho de um gestor.
Não há uma regra para o valor mínimo do patrimônio de um clube, mas muitas corretoras recomendam um montante elevado, como R$ 200 mil ou R$ 300 mil. Isso porque um patrimônio maior permite que a corretora reduza o valor da taxa de administração e também aumenta a margem para diversificação da carteira do clube. Não se esqueça que os aportes no clube devem ser feitos mensalmente.
A taxa de administração do clube costuma variar entre 2% e 4% e esse valor é usado pela corretora para processamento de dados, sistemas e gestores. Há ainda custos de emolumento da Bovespa e da CBLC (0,019% mais 0,006%), taxa de custódia (em torno de R$ 10) e corretagem (0,15%).
Fundo é opção menos arriscada, mas mais cara
A opção menos arriscada para aplicar em ações é via fundo de investimento. Isso porque o investidor delega a administração dos recursos e a carteira de ações para a instituição; razão pela qual o custo é maior. Em geral, a taxa de administração para pagar a gestão é de 3% para fundos de renda variável.
Além da taxa de administração, também serão descontadas do patrimônio despesas com emolumentos e custódia, valores que costumam ser semelhantes aos cobrados num clube, desde que estejam definidos no regulamento do fundo. Algumas instituições cobram ainda taxa de performance, que costuma ser de 20% sobre o que exceder o Ibovespa.
O diretor de gestão da Máxima Asset Management, Saulo Sabbá, ensina que na hora de escolher um fundo de investimento não se deve apenas olhar os custos e escolher a menor taxa de administração. É preciso ficar atento à rentabilidade líquida, saber em quais papéis o fundo investe e qual é o risco.
“Ao fazer essa análise, o investidor pode descobrir que vale mais a pena estar em um fundo que cobra taxa de administração mais alta, desde que tenha resultados melhores”, sugere Sabbá.
Risco maior está no home broker
A modalidade mais arriscada para o investidor é por meio do home broker, já que é ele quem define quais ações serão compradas ou vendidas. Esse risco aumenta se for um investidor com pouco conhecimento do mercado.
“É preocupante essa banalização do home broker. É fácil operar, mas existem riscos”, pondera o diretor de marketing e produtos da WIN, serviço de home broker da corretora Alpes, Roberto Lee.
O principal risco em investir no mercado de ações por conta própria sem ter conhecimento é acreditar que os ganhos dos últimos anos são garantia de lucro futuro. “O investidor se ilude porque tivemos muitos anos de alta na bolsa”, avaliou Lee. Além disso, momentos de turbulência, como o atual, exigem mais cautela na hora do investidor decidir por conta própria quais ações vender e quais comprar. Para minimizar esses riscos, muitas corretoras oferecem consultoria aos clientes e relatórios de pesquisa com sugestão de ações.
Uma dica dos profissionais é investir nas ações de primeira linha, que costumam dar menos sustos no longo prazo, como Petrobras e Vale.
Para Lee, a vantagem do home broker está na ausência de um valor mínimo para operar, o que não existe no fundo de investimento. “Recebemos ordens de R$ 50 e muitas corretoras também não têm valor mínimo”, aponta. Algumas corretoras, porém, exigem uma aplicação inicial na abertura da conta, que pode chegar a R$ 5000.
Os custos para operar via home broker envolvem a taxa de custódia de cerca de R$ 10 (varia de acordo com a corretora), o emolumento cobrado pela Bovespa e pela Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (0,027% mais 0,008%) e a taxa de corretagem. A maioria dos bancos segue a tabela de corretagem da Bovespa, com valor máximo de R$ 25,21 mais 0,5% por ordem, enquanto corretoras independentes cobram um valor por ordem, que costuma ser uma parcela fixa de R$ 5 mais 0,3% ou um valor fixo de R$ 20.
Entre decidir pelo home broker, fundo ou clube, pesquise qual das formas de investimento mais lhe agrada. Segundo os especialistas, para os novatos pode ser mais vantajoso investir em clubes e fundos, antes de se aventurar por conta própria. A partir do momento que o investidor adquire mais experiência, fica mais fácil operar no home broker.
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Publicado em: 13 de maio de 2008, 07h00
Alterado em: 13 de maio de 2008, 07h00







