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Alunos da Feevale discutem sobre Bolsa

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Alunos da Feevale discutem sobre Bolsa

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Sábado, 26 de abril de 2008, 07h00

Os jovens preferem os clubes

Se você não quer fazer parte de uma Associação para investir em um clube, não se preocupe: as próprias faculdades estão montando clubes de investimento.

Yolanda Fordelone - AE

Um dos problemas que o jovem se depara quando resolve investir em ações é a necessidade de uma boa quantia de dinheiro para entrar na Bolsa. O pouco conhecimento é outro fator que o afasta desse mercado. Uma estratégia para esse público é se juntar aos amigos, conseguir orientação de uma corretora e aplicar por meio de clubes de investimento. Se bem gerido, o clube pode oferecer rendimentos maiores do que a poupança e fundos.

Ao invés de juntar R$ 15 mil cada um, os participantes do Fórum dos Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) juntaram a quantia em conjunto e resolveram fundar seu próprio clube, em 2004. “Começamos com 20 cotistas e hoje temos 34. O patrimônio evoluiu para cerca de R$ 334 mil”, diz o membro do clube, Eduardo Strang.

Não há limite de idade para participar do clube, mas, segundo um levantamento do órgão, 42% dos freqüentadores têm até 30 anos. Amadeu Zamboni Neto, membro e responsável pela escolha dos papéis da carteira do clube, afirma que o cotista mais novo tem 24 anos.

“Quando você aplica em um fundo de ações de um banco não conhece o gestor. No clube você sabe quem aplica seu dinheiro”, compara Zamboni. O investimento é visto como uma poupança de longo prazo. “Procuro ser conservador na escolha dos papéis. A maioria das ações faz parte do Ibovespa. Não invisto em papéis arriscados. A ação menos conhecida é a da Dimed, uma rede de farmácias do Sul”, diz.

Os cotistas mais interessados recebem diariamente o relatório da corretora Solidez sobre o resultado da carteira. Para os que não acompanham a evolução de perto, Zamboni faz um panorama do mês em relatórios periódicos.
 
Nas faculdades

Se você não quer fazer parte de uma Associação para investir em um clube, não se preocupe: as próprias faculdades estão montando clubes de investimento. “Não precisa ter muito recurso, pois em conjunto acaba formando um bom valor”, diz o sócio-diretor da corretora Geração Futuro, Wagner Salaverry.

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) resolveu montar um clube em março do ano passado, com três cotistas e R$ 40 mil. Atualmente, já conta com 54 membros e quase R$ 200 mil. Nos últimos 12 meses, o clube acumula alta de quase 37%. O principal índice de ações da Bolsa, o Ibovespa, valorizou-se aproximadamente 32% no mesmo período.

Após juntar um grupo de pessoas – no mínimo três – o próximo passo do aluno é procurar uma corretora, que poderá orientar na formação do clube, em questões como decisão do valor das cotas e documentação necessária.

No caso do Centro Universitário Feevale, que fica em Nova Hamburgo – Rio Grande do Sul, o interesse surgiu em uma visita à Bovespa, em 2003. “Quando voltamos começamos a discutir a possibilidade e, em 2004, criamos o clube”, lembra o professor e coordenador do clube Marcelo Ayub. A estratégia também é aplicar no médio e longo prazo.

O investimento virou a sensação da pequena cidade. “Pais dos alunos vêm nos procurar para investir, mas somente pessoas da comunidade acadêmica podem se tornar membros”, afirma o professor. “Em 2007, atingimos o limite máximo de membros em um clube [150 pessoas]. Por haver mais pessoas da faculdade com intenção de investir, solicitamos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorização para nos tornarmos um fundo”, afirma. Em outubro de 2007, o clube se transformou em fundo. O clube, que havia começado com pouco mais de R$ 4 mil e três cotistas, se transformou em um fundo com R$ 3,6 milhões de patrimônio e mais de 300 membros. O investimento mínimo é de R$ 100.

Segundo o diretor da Geração Futuro, o aluno pode continuar no clube ao terminar a faculdade, mas, se resgatar sua cota, não pode entrar mais. A corretora não fez um levantamento de quantos jovens que saem do clube tornaram-se seus clientes. Salaverry ressalta, no entanto, que esse investidor dificilmente retorna para investimentos conservadores, como poupança

Publicado em: 26 de abril de 2008, 07h00
Alterado em: 26 de abril de 2008, 07h00



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