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Sábado, 12 de abril de 2008, 06h00

Quer diminuir o juro do empréstimo pessoal? Saída pode estar no penhor

A facilidade do negócio e os juros mais baixos incentivam a troca da dívida

Wellington Miyazaki - AE

Quem passou por uma dificuldade financeira e foi forçado a contrair dívidas, seja através de empréstimo pessoal seja através de CDC (financiamento pessoal concedido pelas próprias vendedoras ou por financeiras), pode encontrar no penhor uma maneira de diminuir os juros. A taxa de juros do penhor é de 2,08% ao mês para jóias no valor de até R$ 300 e 2,12% ao mês para objetos acima desse valor. Segundo especialistas, esses juros são mais acessíveis do que a taxa do empréstimo pessoal ou do cheque especial, que costuma ser, pelo menos, duas vezes maior que a cobrada no penhor.

“O penhor é um empréstimo igual aos outros, mas ele tem uma garantia real, por isso o juro é menor”, explica o gerente regional da Caixa, Sílvio Renato Gomes Diz.

O penhor é uma forma de obter empréstimos com a garantia de jóias, metais nobres, utensílios e objetos de ouro e pode ser feito por qualquer pessoa maior de 18 anos. Para obtê-lo, basta o cliente dirigir-se a alguma agência habilitada da Caixa, que é o único banco autorizado a realizar o penhor, levando o bem a ser empenhado (ou penhorado), documento de identidade, CPF e comprovante de endereço. Não é preciso ser cliente da Caixa.

O valor da jóia é avaliado na hora, no próprio banco. A Caixa possui uma tabela-padrão como critério de avaliação das jóias. O limite mínimo de valor para empréstimo é de R$ 50 e o máximo, R$ 50 mil e o investidor pode retirar até 80% do valor avaliado.

Por exemplo, uma pessoa leva para a Caixa um anel para ser penhorado que vale R$ 1 mil. Ele vai receber R$ 800 e poderá resgatar a jóia em até 180 dias, assim que quitar a dívida. Uma pessoa que possui uma dívida de R$ 800, por exemplo, vai pagar R$ 16,96 de juros caso opte pelo penhor. Já o mesmo valor através de empréstimo pessoal custaria R$ 24 em juros. Essa diferença proporcionaria uma economia de R$ 7,04 ao mês.

No ano de 2007, o penhor realizou empréstimos que totalizaram R$ 4,9 bilhões, o que representa um crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2006. Com o aumento do interesse, a Caixa resolveu oferecer R$ 5,4 bilhões para aplicação em penhor para este ano.

Leilão

No penhor, o investidor precisa ficar atento aos prazos de vencimento para quitar a dívida, caso contrário, a jóia irá a leilão. O prazo para resgate da jóia penhorada varia de 1 a 180 dias. “Quem não consegue resgatar a jóia dentro do prazo estabelecido pode renovar o contrato”, diz o consultor de investimentos da Planilhar Planejamento Financeiro, Erasmo Vieira.

Os investidores também podem participar do leilão e aproveitar que as jóias são vendidas a um preço bem mais baixo. Isso é possível porque as jóias são vendidas com base no seu valor em ouro e não é levado em conta o trabalho estético feito por joalheiros e demais profissionais.

A Caixa já realizou dois leilões este ano, mas eles não possuem data regular. Para saber a data do próximo leilão, o cliente precisa consultar sempre o site do banco. O catálogo de jóias está disponível para consulta na internet.

Publicado em: 12 de abril de 2008, 06h00
Alterado em: 12 de abril de 2008, 06h00



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