
Imagem: Marcelo Corrêa/AE
Minicontrato: proteção contra instabilidade
Terça-feira, 19 de agosto de 2008, 03h00
Queda das ações faz investidor se proteger com minicontratos
Número de negócios saltou de 241 mil para 279 mil no mês passado. Saiba como operar
Yolanda Fordelone - AE
O investidor que não pretende vender as ações que comprou, mas está preocupado com a desvalorização do mercado de ações, pode reduzir o risco de novas perdas na Bolsa de Valores de São Paulo com os minicontratos de Ibovespa. Negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), eles podem ser considerados como uma espécie de seguro contra novas perdas. No ano, a Bolsa já acumula queda de 16,5%.Alguns investidores já conhecem essa estratégia de "proteção". Somente em julho, o número de negócios na BM&F saltou para 279 mil, contra 241 mil do mês anterior. Em geral, a negociação de minicontratos atrai especuladores, mas em tempos de baixa na Bovespa, o tipo de interessado cresce.
“O especulador, que quer obter lucro com as variações do mercado no curto prazo, negocia minicontratos tanto na alta quanto na baixa. Mas, nos momentos de baixa, surge a figura do investidor que não quer se desfazer das ações da carteira, mas, para isso, precisa se proteger para minimizar as perdas”, diz o diretor de marketing e produtos da Win (home broker da corretora Alpes), Roberto Lee.
No dia 1º de julho, os investidores que apostavam na queda da Bolsa (estar vendido) negociaram 6.173 minicontratos de Ibovespa em aberto. Ou seja, era essa a quantidade de minis sendo vendida e que ainda não havia sido encerrada. Já no dia 31 de julho, o número cresceu para 8.400 minicontratos em aberto de Ibovespa. A procura por minis para proteção continua a aumentar neste mês de agosto. No dia 12 de agosto, em que havia vencimento de contratos futuros, o número de contratos de venda abertos era de 10.165.
A operação de proteção, conhecida como hedge, é feita por quem possui ações na Bovespa. “O investidor que está com prejuízo na Bolsa, mas quer manter os papéis, vende minicontratos e lucra com a queda do índice. Com o ganho, ele compensa o recuo do preço das ações”, explica o economista da Intra Corretora, Marcelo de Faro. Já quem compra minicontratos espera a alta do Ibovespa e só terá lucro se isso ocorrer.
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Publicado em: 19 de agosto de 2008, 03h00
Alterado em: 19 de agosto de 2008, 03h00







