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Analise as opções antes de decidir

Imagem: Marcelo Corrêa/AE

Analise as opções antes de decidir

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Terça-feira, 29 de julho de 2008, 03h00

Vai investir em Bolsa? Saiba o que levar em consideração na hora de escolher a corretora

Pondere os custos e os serviços oferecidos antes de tomar uma decisão

Yolanda Fordelone - AE

Se você já investe em ações, certamente já se deparou com a seguinte situação: existem 81 corretoras listadas na Bolsa, como escolher a melhor? Para o investidor iniciante não é tarefa simples selecionar esse que vai ser o principal intermediário dos negócios com ações.

Os especialistas recomendam que o investidor pondere os custos e os serviços oferecidos, como relatórios e suporte operacional. “Não há como apontar a melhor corretora, cabe ao investidor pesar alguns fatores na hora de se decidir por uma ou outra”, diz o consultor Jurandir Sell Macedo.

A maioria dos investidores consultados pelo Portal AE Investimentos (32,3% dos pesquisados), por exemplo, acredita que o fato de a corretagem ser fixa é o mais importante no momento de escolher a corretora _mais até do que os serviços oferecidos. Clique aqui para ver o resultado da enquete

Acompanhe abaixo os principais pontos a serem analisados antes de investir:

1) Não tenha pressa

A corretora é a principal porta de entrada para o investidor na Bolsa e uma relação bem estabelecida, entre a corretora e o investidor, vai depender do sucesso do investimento. Por isso, pesquise com calma e, se for possível, vá pessoalmente conhecer a corretora.

Comece consultando o site da Comissão de Valores Mobiliários ou da Bovespa. Lá, é possível saber quais corretoras estão autorizadas a operar.

2) Informe-se sobre o operacional

Outra recomendação importante dos analistas é para o investidor informar-se sobre qual o suporte tecnológico da corretora caso haja problemas no uso da plataforma de negociação, o home broker. Veja, por exemplo, se ele é ágil ou se já ocorreu problemas de atraso nas ordens de compra e venda. Veja ainda a organização das informações na página, já que a pessoa terá que tomar decisões rápidas e, para isso, precisa achar as análises e o book de ofertas facilmente.

“Além desses serviços de análise, é importante a pós-compra ou venda. O investidor deve tentar saber se a corretora envia uma confirmação do negócio e alguns extratos periódicos por uma questão de controle do investimento”, recomenda a consultora Márcia Dessen, sócia da Bank Risk.

Vale a pena ainda perguntar na corretora quais e quantos relatórios são distribuídos. Esses relatórios auxiliam quem baseia a tomada de decisões tanto na análise fundamentalista quanto grafista. Em geral, as corretoras têm relatórios semanais de sugestão de carteira de ações, análises setoriais e relatórios de análise gráfica.

3) Compare os custos

“Para quem movimenta mais de R$ 1.000 em cada compra ou venda vale mais a pena pagar a corretagem fixa”, calcula o consultor Macedo. Além da taxa fixa, existe a corretagem variável, conhecida como Tabela Bovespa. Nela, a corretagem varia conforme o valor da compra.

A economia na utilização de uma corretagem ao invés da outra pode ser enorme. “Os investidores tem que lembrar que do lucro alcançado com um papel deve-se deduzir não apenas uma taxa de corretagem, mas duas, já que a pessoa pagará uma tarifa na compra e outra na venda”, alerta a consultora Márcia Dessen.

O acionista que negocia menos de R$ 135,05, por exemplo, consegue poupar R$ 12,30 em cada compra ou venda se utilizar a Tabela Bovespa ao invés de uma das menores taxas fixas do mercado (R$ 15,00). Caso ele realize uma compra por mês, a economia ao final de um ano é de R$ 147,60, valor suficiente para adquirir um lote de 100 ações da Aracruz, da Cyrela, da Itaúsa, das Lojas Americanas ou da Sadia. Veja quadro abaixo:

“Outro custo importante é o de manutenção da conta”, lembra o consultor. A chamada taxa de custódia varia de acordo com a corretora, sendo que algumas nem cobram a tarifa. As mais baratas variam de R$ 5 a R$ 6,80 por mês. Uma das mais caras é de R$ 80 mensais, cobrados semestralmente no valor de R$ 480.

4) Corretora independente ou ligada a banco

No caso dos investidores que desejam ter acesso aos analistas e à mesa de operações, pesa na decisão o fato de a corretora ser independente ou estar ligada a algum banco.

“As corretoras ligadas a bancos tendem a ser mais caras e normalmente o pequeno investidor só tem acesso ao home broker”, diz a consultora da Bank Risk. Nos grandes bancos, o investidor geralmente precisa ter um patrimônio maior para ter um serviço considerado mais personalizado: a quantia exigida pode chegar a R$ 300 mil.

Em corretoras independentes, os profissionais são mais acessíveis. Isso não significa, porém, que não há uma quantia mínima para que o investidor comece a aplicar. Na Ágora, por exemplo, o acionista deve fazer um depósito de, no mínimo R$ 5 mil para começar a utilizar o home broker.

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Publicado em: 29 de julho de 2008, 03h00
Alterado em: 29 de julho de 2008, 03h00



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