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Quem soube garimpar, ganhou

Imagem: Marcelo Corrêa/AE

Quem soube garimpar, ganhou

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Terça-feira, 01 de julho de 2008, 03h00

Conheça as ações campeãs de valorização no primeiro semestre

Ferbasa dispara 200% nos primeiros seis meses do ano; Agrenco registra a maior queda

Vinícius Pinheiro - AE

O cenário de forte volatilidade nos mercados financeiros em todo o mundo e a crise na economia norte-americana fizeram do primeiro semestre um período difícil para quem aplicou na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Mas para quem soube, literalmente, garimpar as melhores oportunidades, o investimento em ações foi bastante lucrativo.

As produtoras de matérias-primas (commodities) estiveram mais uma vez entre os principais destaques de alta no mercado brasileiro, em conseqüência da disparada no preço no mercado internacional. Nenhuma empresa, porém, se beneficiou mais desse cenário do que a Cia de Ferro Ligas da Bahia – Ferbasa.

As ações preferenciais (PN) da companhia registraram valorização 192,2% no semestre, de acordo com dados da consultoria Economática. Trata-se da maior valorização da Bolsa no período entre as companhias que registraram negócios em pelo menos 90% dos pregões e apresentaram volume superior a R$ 150 milhões, o que representa um universo de 183 papéis.

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De acordo com o sócio da Humaitá Investimentos, Frederico Mesnik, a Ferbasa é única produtora do País de ferro cromo, usado na fabricação de aço inox, cujo preço subiu quatro vezes nos últimos 12 meses. Com isso, o lucro da companhia no primeiro trimestre cresceu 287%, para R$ 40,8 milhões. “Os investidores perceberam o valor da empresa após a divulgação dos resultados”, afirma Mesnik.

A segunda colocada no ranking das empresas com maior valorização foi a Magnesita, fabricante de refratários para as indústrias metalúrgica, de cimento e de vidro. A empresa vem registrando forte valorização no mercado desde que foi comprada pela GP Investimentos, em agosto do ano passado, segundo o sócio da Orbe Investimentos, Fernando Camargo Luiz.

A entrada da GP – conhecida por melhorar a gestão e os resultados das empresas nas quais investe – também motivou a compra das ações da Estácio Participações, que atua na área de educação. Os papéis da empresa acumularam ganho de 66,4% no primeiro semestre.

Enquanto o desempenho da maior parte das empresas na Bolsa foi prejudicado com a ameaça de alta da inflação, provocada pela disparada dos preços das matérias-primas (commodities), o efeito para as ações de empresas do setor de agronegócio, fornecedoras desses produtos, foi exatamente o contrário.

É o caso da SLC Agrícola. A companhia, uma das maiores produtoras de milho e soja do País, foi uma das poucas entre as que abriram capital no ano passado a apresentar bom desempenho na Bolsa, impulsionada pela alta dos preços das commodities. A Fosfértil, fabricante de fertilizantes usados nas lavouras, também viu o preço de seus produtos disparar por conta da maior demanda.

Das ações que fazem parte do Ibovespa – principal índice da Bolsa –, o melhor desempenho nos primeiros seis meses do ano ficou com Nossa Caixa. As ações do banco estatal paulista registraram alta de 79% em conseqüência das negociações para a incorporação da instituição pelo Banco do Brasil.

Beneficiadas pelo cenário de aquecimento da economia interna e pela forte demanda mundial por aço, as siderúrgicas também se destacaram no semestre. As ações da Usiminas e do grupo Gerdau ficaram entre a sétima e a décima posições, de acordo com o levantamento feito pela Economática.

 

 

Publicado em: 01 de julho de 2008, 03h00
Alterado em: 01 de julho de 2008, 03h00



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