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Saiba como "driblar" o vaivém do mercado

Imagem: Marcelo Corrêa/ AE

Saiba como "driblar" o vaivém do mercado

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Quarta-feira, 25 de junho de 2008, 07h00

Limitar perda e ganho diminui volatilidade em Bolsa

Com cenário incerto no mercado de ações, especialistas recomendam estratégia conhecida como “stop”

Wellington Miyazaki - AE

O sobe-e-desce da Bolsa pode pegar de surpresa alguns investidores que não acompanham a carteira minuto a minuto. Por isso, especialistas recomendam a estratégia de travar um limite máximo de ganho ou de perda, através de operações conhecidas como stop gain e stop loss, respectivamente. Essas operações, apesar de definirem o ganho máximo que o investidor poderá ter, reduzem a possibilidade.

Através do stop gain, o investidor estipula o lucro que deseja ter. “No investimento em ações, é importante sempre ter em mente quais são os objetivos de ganho com o papel. Há investidores que preferem ganhar pouco, mas ganhar sempre”, diz o operador da corretora Link, Maurício Galego.

No stop gain, o acionista define um limite de alta de uma ação, suficiente para garantir-lhe lucro. Se o papel atingir esse limite, a corretora executa a ordem de venda do papel automaticamente. A vantagem dessa operação, dizem os especialistas, é que o investidor garante o ganho caso a ação tenha uma alta, mesmo que momentânea. “Com o cenário volátil, muitos movimentos de alta têm sido seguidos por recuos na mesma proporção, com investidores em busca de ganho no curto prazo“, diz o diretor da Indusval Corretora, José Costa Gonçalves. Assim, não é preciso acompanhar o mercado diariamente para aproveitar os bons momentos de alta para vender os papéis.

Já o stop loss é utilizado para prevenir prejuízos. Nele, o acionista delimita um valor máximo até onde a ação pode cair. Assim, o investidor não arca com um prejuízo maior do que ele está disposto a ter.

Segundo especialistas, o preço do stop deve girar em torno de 5% da cotação da ação, para alta ou para baixa. Para as ações mais negociadas, o stop pode ser de até 7%. “Ações mais negociadas podem ter um nível de stop maior, pois geralmente oscilam mais também”, explica Gonçalves.  Já as menos negociadas, exigem stops mais curtos, em torno de 3% da cotação.

Stop deve ser atualizado

Os especialistas recomendam que o investidor reveja sempre o nível do stop, de acordo com o movimento da Bolsa e com o desempenho do papel. Se houver uma estabilidade maior, os investidores podem diminuir o stop estipulado para suas ações.

Quem quiser garantir a venda da ação pode estipular ainda o chamado “preço de gatilho”, que é o valor pelo qual a ação deve ser vendida quando atingir um determinado preço. O preço de gatilho tem que ser sempre menor que o preço a que chegou a ação, para deixá-la atrativa. Por exemplo, para uma ação que está valendo R$ 100, o investidor pode estipular que ela seja vendida a R$ 89,90, caso seu valor caia a R$ 90. Assim ele tem mais chances de que a ação seja comprada.

 

Publicado em: 25 de junho de 2008, 07h00
Alterado em: 25 de junho de 2008, 07h00



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