
Imagem: Marcelo Corrêa/ AE
Aluguel residencial varia de 0,7% a 1,2%
Sábado, 21 de junho de 2008, 07h00
Imóveis em Santana, Mooca e Tatuapé possuem valor acessível e potencial de valorização
Segundo especialistas, regiões são bem localizadas e ainda não estão saturadas
Yolanda Fordelone - AE
O valor do metro quadrado mais caro de São Paulo entre os lançamentos dos últimos três anos é de Higienópolis (região oeste da capital paulista) e custa, nada mais nada menos, que R$ 8.311. Como os imóveis lançados na região têm, em média, quase 217 metros quadrados, o interessado em adquirir um bem neste bairro desembolsa pouco mais de R$ 1,8 milhão. Se o seu interesse é o investimento, porém, não se assuste com o valor. Segundo especialistas, existem bairros não tão valorizados que deverão ter o preço dos imóveis melhor avaliados nos próximos meses.“Nos bairros nobres, o preço do metro quadrado é tão caro, em parte, porque há uma escassez de terrenos muito grande”, explica o diretor de atendimento da Lopes Consultoria, Cyro Naufel Filho. “Quando o investidor encontra um terreno é um achado. Ele paga caro e acaba construindo algo de alto padrão para vender por um alto valor e para compensar o preço do terreno”, diz.
Quem atua no mercado imobiliário costuma afirmar que o segredo do investimento está no valor da compra do imóvel. O investidor que compra caro quer vender caro e, por isso, pode ficar com o bem encalhado por um bom tempo. Já quem compra imóveis para alugar tem uma rentabilidade mínima se adquire o bem por um alto valor.
“Se o imóvel for para moradia, a pessoa deve comprar o que lhe trouxer conforto, podendo até pagar caro se o sonho dela for morar no Ibirapuera, por exemplo. Mas, se o bem é um investimento, ela deve buscar regiões onde é grande o número de procura e em que os imóveis ainda estejam com um preço baixo”, diferencia a gerente geral da Lello Imóveis, Roseli Hernandes.
Para a especialista, os bairros da Mooca, Tatuapé, Tucuruvi e Santana se enquadram nesse perfil (veja o valor do metro quadrado de cada um deles no infográfico abaixo). Um dos motivos é o fato dessas regiões terem fácil acesso e, algumas delas, possuírem metrô. “Na Mooca há shopping e o bairro está localizado próximo ao centro, à avenida 23 de maio e à Radial Leste”, afirma.
“Para alugar imóveis residenciais, vale a regra de quanto menor o bem maior o retorno. Por isso, recomendo investimentos em imóveis de um ou dois dormitórios”, avalia Hernandes, que diz que a rentabilidade varia de 0,7% a 1,2%.
Valorização pode chegar a 20%
“Da compra na planta ao lançamento, o investidor consegue uma valorização entre 10% e 20%”, calcula o diretor da Lopes, que indica o bairro da Vila Maria, a parte norte de Santana, além de Tatuapé, Vila Leopoldina e Mooca. Segundo Naufel Filho, nessas regiões a produção de imóveis é mais recente (o mercado imobiliário vem crescendo nos últimos 12 a 18 meses). “São bairros onde os preços já começaram a subir, mas que ainda apontam para uma valorização”, diz.
As regiões vêm ganhando mais infra-estrutura, segundo Filho. Em Santana, por exemplo, há quase oito meses foi inaugurado o Santana Parque Shopping, na parte mais alta do bairro. Na região, estão sendo lançados vários imóveis. O bairro teve uma média de 10 lançamentos a cada 12 meses nos últimos três anos.
Para quem achar difícil encontrar imóveis ou terrenos disponíveis nessas regiões há uma opção: buscar os locais em torno do bairro principal. “Quem quer investir na Mooca, por exemplo, pode também avaliar imóveis no Belenzinho e na Vila Prudente”, diz o diretor da Lopes. “Os benefícios de infra-estrutura que são feitos no bairro principal também beneficiam os arredores”, explica.
Além disso, na maioria das vezes, o investidor irá pagar mais barato nesses locais. Segundo uma avaliação da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), enquanto o preço do metro quadrado na Mooca é de R$ 2.928, na Vila Prudente o metro quadrado custa R$ 2.440. A diferença de R$ 500 torna-se grande se for levado em consideração o tamanho dos imóveis nos dois bairros.
Na Mooca, os lançamentos dos últimos três anos têm, em média, 101 metros quadrados. Já na Vila Prudência, 75 metros quadrados. Isso significa que, para investir nos bairros, o comprador precisaria ter disponível quase R$ 300 mil se optasse pela região principal. O valor cai para menos de R$ 185 mil na região periférica.
Regiões nobres
Quem, ainda assim, preferir os bairros mais nobres, recomenda-se as regiões do Pacaembu, Perdizes e Moema. “Os dois primeiros bairros reúnem muitos estudantes e, por isso, têm um público constante. Já Moema, na parte mais próxima ao aeroporto de Congonhas, vêm se tornando um reduto carioca”, brinca a gerente.
Segundo ela, o bairro atrai um grande número de empresários, devido à proximidade com o aeroporto. Como os imóveis são comercializados ou alugados para executivos que não residem em São Paulo, o apartamento ou casa pode ser pequeno e ter entre um e dois dormitórios.
Saiba mais: • Investidor idoso gosta de poupança e quer imóvel, mas evita bolsa • Pompéia ou Vila Madalena? Consultoria imobiliária ajuda na escolha de qual imóvel financiar
Publicado em: 21 de junho de 2008, 07h00
Alterado em: 21 de junho de 2008, 07h00







