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Quinta-feira, 20 de novembro de 2008, 09h25

Aracruz e bancos devem adiar acordo sobre dívida

AE

Os bancos credores da Aracruz já aceitam esticar o prazo para renegociação da dívida causada por operações malsucedidas com derivativos cambiais - de US$ 2,1 bilhões. Pelo cronograma inicial, o acerto deveria ser fechado até 30 de novembro. Executivos de alguns desses bancos acham que a negociação pode ganhar um ritmo menos estressante a partir de agora, com a chegada do novo diretor-financeiro da Aracruz, Marcos Grodetzky, anunciada no começo da semana. Ele substituiu Valdir Roque, que veio da Votorantim Celulose e Papel e ficou apenas um mês no cargo.

Velho conhecido dos executivos com quem irá negociar, Grodetzky já trabalhou nos bancos HSBC, Safra, Citibank e Unibanco. O detalhe curioso é que, apenas uma semana antes de ser anunciado no novo emprego, Grodetzky quase foi parar do outro lado do balcão: ele negociou com os bancos credores para representá-los nas negociações com a Aracruz.

?No grupo de credores há muitos bancos estrangeiros e eles preferiram contratar um negociador de fora?, afirma o executivo de uma dessas instituições. O grupo, de 13 bancos, escolheu o Alvarez & Marsal, um escritório especializado na reestruturação de empresas, com sede em Nova York. Grodetzky foi avisado da opção dos bancos na semana passada. Na noite da última segunda-feira, seu nome foi anunciado pela Aracruz. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Grodetzky não retornou. A Aracruz e seus credores reuniram-se na terça-feira para iniciar as discussões sobre a renegociação da dívida. ?O clima melhorou, no começo as discussões foram pesadas, muito desgastantes?, afirmou o executivo de um dos bancos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicado em: 20 de novembro de 2008, 09h25
Alterado em: 20 de novembro de 2008, 09h25



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