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Terça-feira, 26 de agosto de 2008, 11h51

Cosan criará empresa na área imobiliária agrícola

TATIANA FREITAS

O diretor-financeiro e de Relações com Investidores da empresa do setor sucroalcooleiro Cosan, Paulo Diniz, afirmou hoje que será anunciado em breve a criação de uma empresa na área imobiliária agrícola, que terá o objetivo de "cuidar do desenvolvimento de terras". Segundo ele, a nova empresa, chamada Radar, comprará e alugará terras em locais estratégicos para companhias agrícolas, com a possibilidade de ter a própria Cosan como cliente.

O executivo antecipou ainda que a Cosan fechou recentemente uma sociedade com um investidor americano, que terá participação de 80% no empreendimento. A empresa brasileira terá os 20% restantes.

Diniz contou que os investimentos na Radar serão feitos em fases. Na primeira delas, o grupo americano, cujo nome não foi revelado, destinará US$ 150 milhões e a Cosan outros US$ 35 milhões. O executivo revelou que há uma segunda fase de investimentos nos mesmos valores e que existe a possibilidade de ocorrer ainda uma terceira etapa.

Ele afirmou também que a constituição da nova empresa está em uma fase de trâmites legais e que outros detalhes serão anunciados em breve ao mercado, sem informar quando a Radar irá efetivamente estar com suas atividades em operação.

Diniz disse que, com esse projeto, a Cosan procurará se aproveitar da experiência que acumulou nos últimos anos na busca por terras e se aproveitar da valorização das áreas. "É um tipo de ganho que a gente estava deixando na mesa para terceiros. Com a criação da Radar, procuraremos nos aproveitar desses ganhos", afirmou ele, durante reunião com analistas e investidores.

Esso

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Cosan, afirmou hoje que a companhia aguarda a conclusão de negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para anunciar como financiará os projetos de expansão e aquisições feitas recentemente, incluindo a compra dos ativos da Esso no Brasil.

"Dependendo do apetite do BNDES em co-geração, sobra mais dinheiro para a Cosan investir em outras áreas", afirmou, referindo-se à participação do banco de fomento nos projetos da companhia nesse segmento.

Somente no pagamento da Esso a Cosan deve desembolsar US$ 1 bilhão. Diniz afirmou que a empresa ainda considera um empréstimo emergencial de curto prazo (empréstimo-ponte) no valor de R$ 500 milhões para financiar a aquisição da Esso e praticamente descartou uma operação no mercado de capitais, devido à intensa volatilidade recente na Bolsa.

Publicado em: 26 de agosto de 2008, 11h51
Alterado em: 26 de agosto de 2008, 11h51



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